Teatro: “Desutilidade” Poética

18 jul 2016
18:00
Local: Centro de Convivência “Território Coxiponés”

Teatro: “Desutilidade” Poética

Baseado na obra homônima do escritor Manoel de Barros, o cenário é composto por coisas velhas, pelo inútil e pela ruína. São latas, trapos, ciscos, lixo e sucata, um lugar abandonado onde acontece uma espécie de adoração e valorização por esses objetos. Em cena um grandioso ninho serve para abrigar a poesia do poeta e uma espécie de cozinha onde o ator prepara uma maria-isabel e farofa de banana (comidas típicas da região) e que são saboreadas pelo público no final do espetáculo.

O ator e diretor Maurício Ricardo brinca com os estilos de representação e diz que o espetáculo é feito com muito conteúdo e a forma o torna ágil, alegre e envolvente. No palco, interpreta 18 poemas do escritor e canta 15 canções folclóricas pesquisadas nas regiões de Recife (PE), João Pessoa (PB) e Cuiabá (MT). Desutilidade Poética estreou em junho de 2003 pelo projeto Poesia, versos e cordas do SESC Arsenal e, já participou de congressos, feiras de livros, projeto escola e circulou pelo país, com apoio do projeto Amazonia das artes do Sesc.

O poeta Manoel de Barros é considerado pelos mais exigentes críticos literários do país, um dos maiores poetas da atualidade. Sua poesia ímpar inventa ações e desestrutura o verbo no delírio de provocar sensações. É o poeta do tudo que fala do nada, sensibilizando o leitor a ver a poesia como desutilidade poética. O poeta não se define, nem se entende apenas se devora com o gosto de quem tem bom gosto e muito senso de humor, mesmo que muitas coisas pareçam mal-humoradas.

Direção: Maurício Ricardo